Transtorno de Personalidade Borderline e a Regulação do Cortisol


 

Transtorno de Personalidade Borderline e a Regulação do Cortisol: A Biologia do Estresse Emocional


Ilustração do Transtorno de Personalidade Borderline e cortisol

O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma condição complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada por uma intensa instabilidade emocional, comportamentos impulsivos, relacionamentos interpessoais caóticos e um medo profundo de abandono. Essas características, embora bem conhecidas, muitas vezes são apenas a ponta do iceberg. Por trás dos sintomas visíveis, existe uma complexa interação biológica que sustenta esses comportamentos, e um dos protagonistas dessa história é o cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”.
O cortisol desempenha um papel central na resposta do corpo a situações desafiadoras, ajudando a mobilizar energia e regular funções fisiológicas durante o estresse. No entanto, em indivíduos com TPB, a regulação desse hormônio é frequentemente alterada, o que pode explicar muitos dos sintomas debilitantes do transtorno. Essas alterações afetam o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), o sistema responsável por gerenciar o estresse no organismo. Compreender essa conexão não é apenas uma questão acadêmica — é uma chave para desenvolver tratamentos mais eficazes e personalizados.
Neste artigo, mergulharemos profundamente na relação entre o TPB e o cortisol, explorando o que a ciência mais recente — até 2025 — nos diz sobre o tema. Vamos abordar desde os fundamentos do funcionamento do eixo HHA até as implicações clínicas, incluindo evidências genéticas, epigenéticas e estratégias terapêuticas. Nosso objetivo é oferecer uma visão abrangente e acessível, tanto para profissionais da saúde quanto para pessoas que buscam entender melhor o TPB e suas raízes biológicas.


1. O Sistema HHA e o Cortisol: Uma Introdução

O eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) é o principal sistema do corpo humano para lidar com o estresse. Ele funciona como um maestro, orquestrando uma série de reações hormonais que preparam o organismo para enfrentar desafios, sejam eles físicos, como uma infecção, ou emocionais, como uma discussão acalorada. Para entender como ele opera, vamos detalhar o processo passo a passo:

  • O hipotálamo, uma pequena região no cérebro, detecta sinais de estresse e libera o hormônio liberador de corticotropina (CRH). Este hormônio é o primeiro gatilho do sistema.
  • A CRH estimula a hipófise anterior, uma glândula localizada na base do cérebro, a secretar o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH).
  • O ACTH viaja pela corrente sanguínea até as glândulas adrenais, localizadas acima dos rins, que respondem liberando o cortisol no sangue.

O cortisol é um hormônio esteroide que age em praticamente todos os tecidos do corpo. Ele mobiliza reservas de energia (como glicose), reduz inflamações e ajusta funções metabólicas para ajudar o organismo a lidar com o estresse. Em condições normais, após o evento estressante, o sistema HHA é regulado por um mecanismo de feedback negativo. Isso significa que, quando os níveis de cortisol estão altos, o hipotálamo e a hipófise recebem um sinal para reduzir a produção de CRH e ACTH, estabilizando o sistema.
Em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, no entanto, esse mecanismo de regulação frequentemente apresenta falhas. Estudos realizados até 2025 indicam que indivíduos com TPB podem apresentar níveis de cortisol alterados tanto em repouso quanto em resposta a situações estressantes. Essas alterações podem se manifestar como hipercortisolismo (excesso de cortisol) ou hipocortisolismo (deficiência de cortisol), dependendo de fatores como histórico de traumas, duração do transtorno e contexto emocional.
Por exemplo, um estudo publicado em 2023 na revista Biological Psychiatry revelou que pacientes com TPB frequentemente apresentam um achatamento do ritmo circadiano do cortisol. Normalmente, os níveis de cortisol atingem um pico pela manhã e diminuem ao longo do dia, mas em pessoas com TPB, essa variação é menos pronunciada, o que pode contribuir para a sensação constante de alerta ou desregulação emocional.


2. Cortisol no TPB: Evidências Científicas

2.1 Níveis Basais e Ritmo Circadiano

A pesquisa sobre o TPB tem mostrado consistentemente que os níveis basais de cortisol — ou seja, os níveis presentes em repouso — são frequentemente anormais. Dependendo do indivíduo e do contexto, esses níveis podem ser elevados (hipercortisolismo) ou reduzidos (hipocortisolismo). Essa variabilidade reflete a complexidade do transtorno e sua interação com fatores ambientais e históricos, como traumas na infância.
Um achado recorrente é o achatamento do ritmo circadiano do cortisol, mencionado anteriormente. Em pessoas sem TPB, o cortisol segue um padrão previsível: níveis altos pela manhã, que ajudam a despertar o corpo, e uma queda gradual ao longo do dia, alcançando os níveis mais baixos à noite. Em pacientes com TPB, esse padrão é frequentemente perturbado, resultando em uma curva menos acentuada. Esse fenômeno é semelhante ao observado no Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), sugerindo que o TPB pode compartilhar características com transtornos relacionados ao trauma.

Rinne et al. (2021): Um estudo marcante publicado na Neuropsychopharmacology encontrou que pacientes com TPB, especialmente aqueles com histórico de abuso sexual na infância, apresentam níveis matinais de cortisol significativamente mais baixos. Esse padrão de hipocortisolismo pode ser uma adaptação do corpo ao estresse crônico, onde o sistema HHA se torna menos responsivo para evitar a sobrecarga.

Essa descoberta é particularmente relevante porque o hipocortisolismo está associado a sintomas como sensação de vazio, dissociação e dificuldade em regular emoções. Por outro lado, o hipercortisolismo, observado em outros subgrupos de pacientes com TPB, pode estar ligado a estados de hipervigilância e reatividade emocional intensa.

2.2 Resposta ao Estresse Agudo

Além das alterações nos níveis basais, a forma como o corpo de uma pessoa com TPB responde ao estresse agudo — como uma situação de conflito social ou pressão psicológica — também é diferente. Testes padronizados, como o Trier Social Stress Test (TSST), que induz estresse por meio de tarefas como falar em público ou realizar cálculos mentais sob pressão, têm sido amplamente utilizados para estudar essas respostas.
Os resultados são variados, mas revelam dois padrões principais:

  • Hiperativação: Alguns pacientes com TPB apresentam uma resposta exagerada do eixo HHA, com picos de cortisol mais intensos do que o esperado. Isso está associado a uma maior reatividade emocional, explosões de raiva e comportamentos impulsivos.
  • Hiporreatividade: Outros mostram uma resposta atenuada, com aumentos mínimos ou inexistentes nos níveis de cortisol. Esse padrão pode refletir um esgotamento do sistema HHA devido ao estresse crônico, frequentemente associado a sintomas como dissociação e depressão.

Esses padrões contrastantes sugerem que o TPB não é uma condição homogênea. Fatores como a gravidade dos sintomas, a presença de comorbidades (como depressão ou TEPT) e o histórico de traumas influenciam a forma como o corpo responde ao estresse. Um estudo de Nicol et al. (2023), publicado na Biological Psychiatry, realizou uma revisão meta-analítica que confirmou essas respostas heterogêneas, destacando a necessidade de abordagens personalizadas no tratamento.


3. Trauma, Apego e Cortisol

O TPB é frequentemente associado a experiências adversas na infância, como negligência, abuso físico ou sexual, abandono ou perdas significativas. Essas experiências têm um impacto profundo na regulação do eixo HHA, moldando a forma como o corpo e a mente respondem ao estresse ao longo da vida.

3.1 Epigenética e Cortisol

Um dos avanços mais emocionantes na pesquisa sobre o TPB é o estudo da epigenética, que examina como experiências ambientais podem alterar a expressão de genes sem mudar o DNA. Traumas na infância, por exemplo, podem causar modificações epigenéticas em genes como o NR3C1, que codifica o receptor de glicocorticoide. Esse receptor é essencial para o feedback negativo do cortisol, ajudando a “desligar” o eixo HHA quando os níveis de cortisol estão altos.
Quando o gene NR3C1 sofre alterações epigenéticas, como maior metilação, a sensibilidade ao cortisol é reduzida, levando a uma ativação prolongada do eixo HHA. Isso pode resultar em sintomas como impulsividade, reatividade emocional e dificuldade em lidar com estresse. Um estudo do projeto EU-Borderline (2025), publicado na European Journal of Psychiatry, encontrou uma correlação significativa entre a metilação do gene NR3C1 e sintomas como dissociação e impulsividade emocional em pacientes com TPB.

EU-Borderline Project (2025): Pacientes com TPB apresentaram maior metilação do gene NR3C1, com correlação direta com sintomas de dissociação e impulsividade emocional, sugerindo que traumas precoces podem “reprogramar” o sistema de resposta ao estresse.

Essas descobertas abrem portas para intervenções futuras, como terapias que visem reverter alterações epigenéticas ou mitigar seus efeitos por meio de abordagens psicoterapêuticas e farmacológicas.

3.2 Estilo de Apego

A teoria do apego, desenvolvida por John Bowlby, sugere que as relações precoces com cuidadores moldam a forma como lidamos com relacionamentos e estresse ao longo da vida. Em indivíduos com TPB, é comum observar estilos de apego inseguro ou desorganizado, caracterizados por dificuldade em confiar nos outros e medo intenso de rejeição ou abandono.
Esses estilos de apego estão diretamente ligados à regulação do cortisol. Por exemplo, pessoas com apego inseguro tendem a apresentar maior variabilidade nos níveis de cortisol em situações interpessoais estressantes, como conflitos ou separações. Um estudo de Fonagy e Luyten (2022), publicado no Journal of Personality Disorders, demonstrou que a instabilidade relacional no TPB está intimamente conectada a respostas disfuncionais do eixo HHA, especialmente em contextos que evocam memórias de rejeição ou abandono.
Essas descobertas reforçam a importância de terapias que abordem questões de apego, como a Terapia Baseada em Mentalização (TBM), que ajuda os pacientes a compreenderem melhor seus próprios estados emocionais e os dos outros, reduzindo a ativação desregulada do sistema de estresse.


4. Cortisol e Sintomas Específicos do TPB

A desregulação do cortisol está intimamente ligada aos sintomas centrais do TPB, como instabilidade emocional, impulsividade, automutilação e dissociação. Vamos explorar como esses sintomas se conectam ao sistema HHA:

4.1 Instabilidade Emocional

A instabilidade emocional é uma marca registrada do TPB. Pacientes frequentemente descrevem sentir-se em uma montanha-russa emocional, com mudanças rápidas e intensas de humor. Essa sensibilidade emocional está diretamente relacionada à desregulação do eixo HHA. Níveis elevados de cortisol podem amplificar a ativação da amígdala, a região do cérebro responsável por processar emoções, enquanto um córtex pré-frontal hipoativo falha em regular essas respostas, resultando em explosões emocionais.
Além disso, muitos pacientes com TPB relatam um estado de hipervigilância, sentindo-se constantemente “em alerta” para possíveis ameaças. Esse estado é perpetuado por níveis cronicamente elevados de cortisol, que mantêm o corpo em um estado de prontidão, dificultando o relaxamento. Um estudo de 2023 na Journal of Clinical Psychiatry sugeriu que a hipervigilância no TPB está associada a uma maior liberação de cortisol em resposta a estímulos interpessoais, como críticas ou rejeição percebida.

4.2 Impulsividade e Automutilação

A impulsividade é outro traço central do TPB, frequentemente manifestado em comportamentos como gastos excessivos, abuso de substâncias ou automutilação. Níveis elevados de cortisol podem desencadear respostas impulsivas rápidas, especialmente em situações de frustração ou rejeição. Isso ocorre porque o cortisol intensifica a ativação de circuitos cerebrais relacionados à recompensa imediata, reduzindo a capacidade de planejamento e controle.
Curiosamente, a automutilação, embora destrutiva, pode funcionar como um mecanismo de autorregulação fisiológica. Estudos sugerem que o ato de se automutilar pode reduzir temporariamente os níveis de cortisol, proporcionando um alívio momentâneo da tensão emocional. Essa descoberta, publicada em 2024 na Frontiers in Psychology, destaca a complexidade do TPB, onde comportamentos aparentemente disfuncionais podem ter uma função biológica adaptativa no curto prazo.

4.3 Dissociação

A dissociação, ou seja, a sensação de desconexão da realidade ou do próprio corpo, é comum em momentos de estresse intenso no TPB. Esse fenômeno pode estar ligado a uma inibição excessiva do eixo HHA, resultando em níveis anormalmente baixos de cortisol. Essa resposta hiporreativa é vista como um mecanismo de defesa biológico, no qual o corpo “desliga” a resposta ao estresse para proteger o indivíduo de uma sobrecarga emocional.
Um estudo de 2023 na Psychoneuroendocrinology encontrou que pacientes com TPB que relatam episódios frequentes de dissociação apresentam níveis de cortisol significativamente reduzidos durante testes de estresse. Essa descoberta sugere que a dissociação pode ser uma tentativa do corpo de amortecer o impacto de experiências traumáticas ou estressantes, embora isso venha com o custo de desconexão emocional e cognitiva.


5. Diagnóstico Diferencial: TPB e TEPT

A desregulação do eixo HHA no TPB tem semelhanças notáveis com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), o que levou alguns pesquisadores a propor que o TPB pode fazer parte de um espectro de trauma complexo. Ambos os transtornos frequentemente apresentam hipocortisolismo crônico, especialmente em indivíduos com histórico de traumas na infância.

  • Ambos os transtornos podem exibir hipocortisolismo crônico, refletindo uma adaptação a estresse prolongado.
  • No TPB, no entanto, as respostas ao estresse tendem a ser mais caóticas, com flutuações abruptas entre hiper e hiporreatividade, refletindo a instabilidade emocional característica do transtorno.

Essas semelhanças sugerem que abordagens terapêuticas desenvolvidas para o TEPT, como a terapia baseada em trauma e o mindfulness, podem ser eficazes no TPB. Por exemplo, técnicas de regulação emocional baseadas em mindfulness, que ajudam a reduzir a ativação do eixo HHA, têm mostrado resultados promissores em ambos os transtornos.


6. Intervenções Clínicas e a Regulação do Cortisol

6.1 Psicoterapia e Normalização do Eixo HHA

A psicoterapia é a pedra angular do tratamento do TPB, e evidências crescentes mostram que ela pode normalizar a função do eixo HHA. A Terapia Comportamental Dialética (TCD), desenvolvida por Marsha Linehan, é uma das abordagens mais eficazes. A TCD combina técnicas de regulação emocional, mindfulness e habilidades interpessoais para ajudar os pacientes a gerenciar o estresse e reduzir a reatividade emocional.

Linehan Institute (2024): Um estudo recente observou uma diminuição significativa na reatividade do cortisol em pacientes com TPB após 12 semanas de TCD intensiva, sugerindo que a terapia pode restaurar o equilíbrio do eixo HHA.

Outras abordagens psicoterapêuticas também mostram benefícios:

  • Terapia Baseada em Mentalização (TBM): Desenvolvida por Peter Fonagy, a TBM ajuda os pacientes a compreenderem melhor seus próprios estados mentais e os dos outros, reduzindo a ativação desregulada do eixo HHA em situações interpessoais.
  • Psicoterapia Psicodinâmica Focada no Trauma: Essa abordagem permite que os pacientes processem experiências traumáticas de forma segura, reduzindo gatilhos que ativam o sistema de estresse.

6.2 Intervenções Somáticas

Além da psicoterapia, intervenções somáticas que regulam o corpo e a mente têm mostrado efeitos promissores na normalização do cortisol. Técnicas como mindfulness, yoga, exercícios de respiração, biofeedback e neurofeedback ajudam a reduzir a ativação do eixo HHA e promovem a ativação do sistema parassimpático, responsável pelo relaxamento.

  • Mindfulness: Estudos de 2024 na Journal of Behavioral Medicine mostraram que a prática regular de mindfulness reduz os níveis de cortisol e aumenta a variabilidade da frequência cardíaca, um marcador de regulação emocional.
  • Atividades físicas regulares: Exercícios aeróbicos, como corrida ou natação, ajudam a manter o ritmo circadiano do cortisol, promovendo um equilíbrio hormonal saudável.

6.3 Farmacoterapia

Embora a psicoterapia seja o tratamento principal para o TPB, medicamentos podem ser usados para tratar sintomas específicos e modular indiretamente o eixo HHA. Algumas opções incluem:

  • Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), como fluoxetina e sertralina: Melhoram o humor e podem estabilizar a resposta ao estresse.
  • Antipsicóticos atípicos, como quetiapina e olanzapina: Reduzem a reatividade emocional e a impulsividade, impactando o eixo HHA.
  • Bloqueadores beta-adrenérgicos, como propranolol: Reduzem a hiperexcitação fisiológica, especialmente em situações de ansiedade intensa.
  • Oxitocina e moduladores do eixo HHA: Pesquisas em andamento, como estudos clínicos de 2025, estão explorando o uso de oxitocina para reduzir a reatividade interpessoal em pacientes com TPB.


7. Novas Fronteiras: Biomarcadores, Genética e Prevenção

A pesquisa sobre biomarcadores está revolucionando o diagnóstico e o tratamento do TPB. A análise de biomarcadores hormonais, como o perfil de cortisol salivar, pode ajudar a identificar indivíduos em risco, especialmente adolescentes com histórico de trauma. Testes de resposta ao estresse induzido, exames de sangue ou saliva e marcadores epigenéticos, como a metilação do gene NR3C1, estão sendo desenvolvidos para permitir intervenções precoces e personalizadas.
Por exemplo, um estudo piloto de 2025 financiado pelo National Institute of Mental Health está investigando o uso de biomarcadores de cortisol para prever a resposta ao tratamento em pacientes com TPB. Essas inovações podem transformar a psiquiatria, permitindo intervenções antes que os sintomas se tornem debilitantes.


8. Considerações Finais

A regulação do cortisol oferece uma janela única para entender o Transtorno de Personalidade Borderline. O eixo HHA é o ponto de convergência entre trauma, neurobiologia e comportamento, ajudando a explicar por que os pacientes com TPB experimentam tamanha instabilidade emocional. Ao compreender essas conexões, podemos desenvolver estratégias terapêuticas mais eficazes, combinando psicoterapia, intervenções somáticas e, quando necessário, farmacoterapia.
Em 2025, o TPB está sendo cada vez mais reconhecido como uma condição onde corpo, mente e história se entrelaçam. O cortisol, como um mensageiro silencioso do estresse, nos conta uma história poderosa sobre resiliência, adaptação e cura. Para aqueles que vivem com o TPB, entender esses mecanismos biológicos pode ser o primeiro passo para recuperar o controle e encontrar um caminho para uma vida mais equilibrada.
Se você ou alguém que você conhece está enfrentando os desafios do TPB, saiba que há esperança. Com as ferramentas certas, como a psicoterapia e práticas de autorregulação, é possível gerenciar os sintomas e construir uma vida mais plena. Entre em contato com um profissional qualificado para começar essa jornada.


Referências Científicas (Seleção)

  • Rinne, T. et al. (2021). HPA axis dysregulation in borderline personality disorder. Neuropsychopharmacology.
  • Linehan Institute. (2024). DBT and neuroendocrine modulation: A review.
  • EU-Borderline Project. (2025). Epigenetic modulation of NR3C1 in trauma-exposed BPD patients. European Journal of Psychiatry.
  • Nicol, K. et al. (2023). Cortisol response patterns in BPD: A meta-analytic review. Biological Psychiatry.
  • Fonagy, P., Luyten, P. (2022). Mentalization, Attachment, and the HPA Axis in Borderline States. Journal of Personality Disorders.
  • American Psychiatric Association. (2022). DSM-5-TR.


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Marcelo Paschoal Pizzut
Psicólogo Clínico
 

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