O que é Autismo (TEA – Transtorno do Espectro Autista)
O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento.
Isso significa que ele nasce com a pessoa e se manifesta desde a infância, mesmo que só seja identificado mais tarde.
Principais características
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Dificuldades na comunicação social (entender ironias, sutilezas, regras implícitas)
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Dificuldade em interações sociais (fazer e manter amizades)
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Interesses restritos ou muito intensos
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Padrões repetitivos de comportamento
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Sensibilidade sensorial (barulho, luz, toque, cheiros)
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Forma diferente de perceber o mundo
Pontos importantes
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Não é uma doença
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Não é causado por trauma ou ambiente
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Não “aparece” na vida adulta — pode ser diagnosticado tarde, mas sempre esteve ali
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A inteligência pode variar muito (do nível intelectual alto ao comprometido)
O que é Distimia (Transtorno Depressivo Persistente)
A distimia é um transtorno de humor, uma forma de depressão crônica, mais leve que a depressão maior, mas duradoura.
Principais características
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Humor triste ou “baixo” na maior parte do tempo
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Falta de prazer nas coisas
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Cansaço constante
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Baixa autoestima
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Pessimismo
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Sensação de que a vida é sempre pesada
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Duração mínima de 2 anos em adultos
Pontos importantes
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Pode começar na adolescência ou vida adulta
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Está relacionada a fatores biológicos, psicológicos e ambientais
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Tem tratamento e pode entrar em remissão
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A pessoa lembra de períodos em que se sentia melhor (ou deveria se sentir)
Diferenças centrais entre Autismo e Distimia
| Aspecto | Autismo | Distimia |
|---|---|---|
| Natureza | Neurodesenvolvimento | Transtorno de humor |
| Início | Infância | Adolescência ou vida adulta |
| Causa | Neurobiológica | Multifatorial |
| Emoção principal | Não é tristeza | Tristeza crônica |
| Comunicação social | Dificuldade estrutural | Preservada |
| Curso | Permanente | Pode melhorar com tratamento |
| Tratamento | Apoio psicoterapêutico, adaptações | Psicoterapia + medicação |
Onde as pessoas confundem
Algumas pessoas autistas podem:
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Ficar isoladas
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Parecer “frias” ou desanimadas
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Ter poucas relações sociais
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Sentir-se deslocadas
Isso pode parecer distimia, mas a origem é outra.
👉 Já uma pessoa com distimia sabe se relacionar, mas não tem energia emocional ou motivação.
Dá para ter os dois?
Sim.
E isso é mais comum do que se imagina.
Pessoas autistas, principalmente adultos não diagnosticados, podem desenvolver distimia secundária, por:
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Frustração social constante
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Sentimento de inadequação
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Histórico de rejeição
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Mascaramento social (masking)
Diferença prática na clínica
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Autismo → trabalho de compreensão do funcionamento, adaptação, psicoeducação e aceitação
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Distimia → foco em humor, pensamentos automáticos, autoestima e regulação emocional
Confundir os dois pode levar a tratamentos ineficazes.
Um exemplo clínico simples
🔹 Autismo:
“Eu nunca entendi bem as pessoas, sempre foi assim, desde criança.”
🔹 Distimia:
“Antes eu conseguia sentir prazer, hoje parece que nada mais anima.”
Primeiro princípio clínico (antes de qualquer pergunta)
O psicólogo precisa responder internamente a três eixos:
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Desde quando isso existe?
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Isso é traço ou estado?
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Isso é estrutural ou reativo?
Essas três perguntas guiam tudo.
Perguntas-chave para investigar AUTISMO (TEA)
O foco é história de desenvolvimento e padrões estáveis ao longo da vida.
1. História infantil (essencial)
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“Como você era quando criança em relação a outras crianças?”
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“Tinha facilidade ou dificuldade para fazer amigos?”
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“Preferia brincar sozinho ou acompanhado?”
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“Alguém já comentou que você parecia ‘no seu mundo’?”
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“Você lembra de interesses muito intensos ou específicos?”
⚠️ Se não há sinais na infância, autismo se torna improvável.
2. Comunicação social
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“Você costuma entender ironias e indiretas facilmente?”
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“Já disseram que você fala de forma muito direta ou literal?”
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“Você percebe quando alguém está entediado ou desconfortável?”
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“É fácil manter conversas espontâneas?”
No TEA, essas dificuldades são constantes, não dependem do humor.
3. Padrões repetitivos e rigidez
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“Mudanças inesperadas te incomodam muito?”
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“Você precisa de rotina para se sentir bem?”
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“Tem hábitos ou rituais que, se interrompidos, causam angústia?”
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“Você se sente desconfortável quando algo foge do planejado?”
4. Sensibilidade sensorial
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“Barulhos, luzes ou cheiros te incomodam mais do que às outras pessoas?”
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“Você evita certos tecidos, sons ou ambientes?”
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“Já sentiu sobrecarga sensorial em locais cheios?”
5. Autopercepção
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“Você sente que sempre foi diferente das outras pessoas?”
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“Essa sensação existe desde quando você se lembra?”
Perguntas-chave para investigar DISTIMIA (Transtorno Depressivo Persistente)
Aqui o foco é humor, energia e visão de si e do mundo.
1. Humor basal
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“Como você descreveria seu humor na maior parte dos dias?”
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“Você se sente triste ou desanimado com frequência?”
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“Isso acontece há quanto tempo?”
⏳ Duração mínima: 2 anos em adultos.
2. Prazer e interesse
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“Coisas que antes te davam prazer ainda fazem sentido?”
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“Você sente dificuldade em se animar, mesmo com coisas boas?”
3. Energia e vitalidade
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“Como está sua energia no dia a dia?”
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“Você se sente cansado mesmo sem esforço físico?”
4. Autoestima e autocrítica
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“Como você se enxerga como pessoa?”
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“Costuma se criticar muito?”
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“Você sente que não é bom o suficiente?”
Distimia costuma vir com autocrítica crônica.
5. Esperança e futuro
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“Como você imagina o futuro?”
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“Você sente esperança de que as coisas melhorem?”
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“Ou sente que a vida sempre foi e sempre será difícil?”
6. Oscilação ao longo da vida
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“Já houve períodos em que você se sentiu melhor?”
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“O que mudou de lá para cá?”
Se houve períodos claros de bem-estar, isso afasta TEA e favorece distimia.
Perguntas cruciais para o DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Essas são as perguntas que fazem a diferença real:
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“Essas dificuldades existiam quando você estava emocionalmente bem?”
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“Quando o humor melhora, suas dificuldades sociais também melhoram?”
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“Você sente que não entende as pessoas ou que não tem energia para lidar com elas?”
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“Você evita pessoas por confusão social ou por desânimo?”
Sinais clínicos que ajudam a diferenciar
🔹 Autismo
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Relato consistente desde a infância
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Dificuldades sociais mesmo sem tristeza
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Pouca variação ao longo do tempo
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Sofrimento por inadequação, não por desesperança
🔹 Distimia
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Início identificável
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Piora progressiva
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Autocrítica intensa
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Sensação de vazio e cansaço emocional
Instrumentos que podem auxiliar (mas não substituem a clínica)
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Para TEA:
ADOS-2, RAADS-R, AQ, entrevistas de desenvolvimento -
Para Distimia:
BDI-II, PHQ-9, entrevista clínica estruturada
Frase que costuma diferenciar na clínica
TEA: “Eu não entendo as pessoas.”
Distimia: “Eu até entendo, mas não tenho força para lidar.”Essa é uma pergunta ética, técnica e fundamental.
A resposta correta depende da hipótese clínica levantada pelo psicólogo.Vou organizar de forma clara, prática e alinhada à realidade do consultório.
Quando a hipótese é AUTISMO (TEA)
Profissionais para encaminhamento
🔹 Psiquiatra
Para confirmação diagnóstica médica
Avaliação de comorbidades (ansiedade, TDAH, depressão)
Prescrição medicamentosa, se necessária
🔹 Neurologista (especialmente em adultos com dúvidas diagnósticas)
Avaliação neurofuncional
Exclusão de outras condições neurológicas
Muito útil quando o diagnóstico é tardio
🔹 Neuropsicólogo
Avaliação neuropsicológica formal
Perfil cognitivo, funções executivas e sociais
Apoia o diagnóstico diferencial e adaptações
🔹 Fonoaudiólogo (quando indicado)
Comunicação pragmática
Linguagem social
Processamento auditivo
🔹 Terapeuta Ocupacional
Sensibilidade sensorial
Organização da rotina
Autonomia e regulação
👉 O psicólogo permanece como profissional central, articulando a rede.
Quando a hipótese é DISTIMIA
Profissionais para encaminhamento
🔹 Psiquiatra
Avaliação para uso de antidepressivos
Ajuste medicamentoso
Diagnóstico médico formal (CID / DSM)
🔹 Médico clínico ou endocrinologista (quando necessário)
Excluir causas orgânicas: anemia, hipotireoidismo, deficiência de vitaminas
👉 Na distimia, muitas vezes psicoterapia + psiquiatria é o melhor caminho.
Quando há SUSPEITA DE AUTISMO + DISTIMIA
Esse cenário é muito comum em adultos.
Encaminhamento ideal
Psiquiatra (obrigatório)
Neuropsicólogo
Manter psicoterapia contínua
⚠️ Aqui o risco é tratar só o humor e ignorar o funcionamento autístico — o que gera frustração terapêutica.
O que NÃO é adequado
❌ Encaminhar direto sem escuta clínica aprofundada
❌ Fechar diagnóstico em uma única sessão
❌ Tratar distimia sem investigar TEA quando há sinais desde a infância
❌ Medicalizar dificuldades sociais que são estruturais
Frase orientadora para o psicólogo
Traço estrutural → equipe multidisciplinar
Estado emocional → psiquiatria + psicoterapia
Resumo rápido
Hipótese Encaminhar para Autismo Psiquiatra, Neurologista, Neuropsicólogo Distimia Psiquiatra Ambos Psiquiatra + Neuropsicólogo Questões sensoriais Terapeuta Ocupacional Comunicação social Fonoaudiólogo QUESTIONÁRIO DE ANAMNESE – INVESTIGAÇÃO DE AUTISMO (TEA)
1. IDENTIFICAÇÃO
Nome:
Idade:
Escolaridade:
Profissão/ocupação:
Motivo da procura:
Quem sugeriu a avaliação? ( ) Próprio paciente ( ) Família ( ) Profissional
2. HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO (EIXO CENTRAL)
Primeira infância (0–6 anos)
Como era o comportamento social na infância?
( ) Preferia brincar sozinho
( ) Brincava em grupo sem dificuldades
( ) Dificuldade em dividir brinquedos
Houve atraso na fala ou linguagem diferente do esperado?
A criança respondia quando era chamada pelo nome?
Demonstrava interesse espontâneo por outras crianças?
Fazia contato visual com frequência?
Houve comportamentos repetitivos (balançar, alinhar objetos, girar coisas)?
Existiam interesses muito específicos ou intensos?
3. RELAÇÕES SOCIAIS AO LONGO DA VIDA
Sempre teve dificuldade em fazer amigos?
Prefere relações individuais a grupos?
Sente dificuldade em manter conversas informais?
Já recebeu feedback de ser:
( ) Muito direto
( ) Frio
( ) Literal
( ) Estranho socialmente
Consegue perceber facilmente ironias, sarcasmo e indiretas?
Costuma ensaiar mentalmente conversas antes de interações sociais?
4. COMUNICAÇÃO E PRAGMÁTICA SOCIAL
Tem dificuldade em iniciar conversas?
Fala muito sobre assuntos de interesse pessoal, mesmo sem retorno do outro?
Percebe quando o interlocutor está entediado ou desconfortável?
Costuma interpretar falas de forma literal?
Já foi mal interpretado por dizer “a verdade” de forma direta?
5. PADRÕES REPETITIVOS E RIGIDEZ COGNITIVA
Mudanças inesperadas causam desconforto intenso?
Precisa de rotina para se sentir seguro?
Fica angustiado quando planos mudam?
Tem rituais diários que não gosta que sejam interrompidos?
Sente dificuldade em flexibilizar regras ou pontos de vista?
6. INTERESSES ESPECÍFICOS
Possui interesses muito intensos ou profundos em temas específicos?
Esses interesses:
( ) Duram anos
( ) Consomem muito tempo
( ) São mais importantes que relações sociais
Já foi chamado de “obsessivo” por conta desses interesses?
7. PROCESSAMENTO SENSORIAL
Sons altos incomodam mais do que às outras pessoas?
Luz forte, cheiros ou texturas causam desconforto?
Evita ambientes muito cheios?
Já sentiu sobrecarga sensorial (cansaço extremo após estímulos)?
Tem seletividade alimentar relacionada a textura ou cheiro?
8. REGULAÇÃO EMOCIONAL
Tem dificuldade em identificar ou nomear emoções?
Explosões emocionais ocorrem após sobrecarga?
Costuma “segurar” emoções e depois entrar em colapso?
Prefere se isolar quando está emocionalmente sobrecarregado?
9. MASKING (CAMUFLAGEM SOCIAL) – MUITO IMPORTANTE EM ADULTOS
Você sente que precisa “atuar” socialmente?
Imita comportamentos sociais para se encaixar?
Sente exaustão após interações sociais?
As pessoas dizem que você parece “normal”, mas por dentro se sente esgotado?
10. HISTÓRICO FAMILIAR
Há familiares com:
Autismo
TDAH
Transtornos de ansiedade
Dificuldades sociais marcantes
Algum familiar com interesses muito restritos ou rigidez excessiva?
11. SOFRIMENTO PSÍQUICO ASSOCIADO (DIFERENCIAL)
O sofrimento vem de:
( ) Não entender as pessoas
( ) Não conseguir se adaptar socialmente
( ) Tristeza persistente
Já houve períodos longos de humor estável sem dificuldades sociais?
As dificuldades sociais existiam mesmo quando o humor estava bom?
12. AUTOIDENTIFICAÇÃO
Você sente que sempre foi “diferente”?
Desde quando tem essa sensação?
O que mais causa sofrimento atualmente?
13. OBSERVAÇÕES CLÍNICAS DO PSICÓLOGO
(Espaço para linguagem não verbal, contato visual, pragmática, rigidez, literalidade, etc.)
CRITÉRIOS DE ALERTA PARA TEA
✔ Presença desde a infância
✔ Dificuldades sociais estruturais
✔ Rigidez cognitiva
✔ Sensibilidade sensorial
✔ Masking significativo
✔ Sofrimento por inadequação, não apenas por tristeza
ENCAMINHAMENTOS SUGERIDOS (SE INDICADO)
Psiquiatra
Neuropsicólogo
Neurologista
Terapeuta Ocupacional
Fonoaudiólogo
QUESTIONÁRIO DE ANAMNESE – INVESTIGAÇÃO DE DISTIMIA
(Transtorno Depressivo Persistente – DSM-5-TR)
1. IDENTIFICAÇÃO
Nome:
Idade:
Escolaridade:
Profissão/ocupação:
Estado civil:
Motivo da procura:
2. QUEIXA PRINCIPAL E CURSO DO HUMOR
Como você descreveria seu humor na maior parte dos dias?
( ) Triste
( ) Desanimado
( ) Irritado
( ) “Tanto faz”
Esse estado emocional dura há quanto tempo?
Houve algum período de mais de 2 meses nos últimos 2 anos em que se sentiu bem?
Você sente que esse humor é “parte de quem você é” ou algo que mudou ao longo da vida?
3. INÍCIO E FATORES DESENCADEANTES
Quando você percebeu esse estado pela primeira vez?
Houve eventos marcantes próximos ao início?
(perdas, mudanças, adoecimento, traumas, sobrecarga)Esse humor apareceu de forma gradual ou abrupta?
4. PRAZER, INTERESSE E MOTIVAÇÃO (ANEDONIA)
Atividades que antes davam prazer ainda fazem sentido?
Você se sente emocionalmente “embotado”?
Precisa se forçar para fazer coisas simples?
Com que frequência sente vontade genuína de fazer algo?
5. ENERGIA E FUNCIONAMENTO DIÁRIO
Como está seu nível de energia?
( ) Baixo
( ) Muito baixo
( ) Oscilante
Sente cansaço mesmo sem esforço físico?
Tarefas do dia a dia parecem mais pesadas do que antes?
A produtividade caiu ao longo do tempo?
6. AUTOESTIMA E AUTOIMAGEM
Como você se descreve como pessoa?
Costuma se criticar com frequência?
Sente que não é bom o suficiente?
Compara-se negativamente com os outros?
Tem dificuldade em reconhecer conquistas?
7. PADRÃO DE PENSAMENTO (COGNIÇÕES DEPRESSIVAS)
Costuma pensar que:
“Nada vai mudar”
“Sempre foi assim”
“Não adianta tentar”
Enxerga o futuro com:
( ) Esperança
( ) Indiferença
( ) Pessimismo
Sente culpa excessiva por coisas pequenas?
8. SONO E APETITE
Como está seu sono?
( ) Insônia
( ) Sono excessivo
( ) Sono não reparador
Mudanças no apetite?
( ) Aumento
( ) Redução
( ) Sem mudanças
Essas alterações persistem há quanto tempo?
9. RELACIONAMENTOS E VIDA SOCIAL
Você se afastou socialmente ao longo do tempo?
Evita pessoas por:
( ) Falta de energia
( ) Desinteresse
( ) Irritabilidade
Consegue manter vínculos, mesmo com esforço?
As pessoas dizem que você “mudou”?
10. DIFERENCIAL COM OUTROS TRANSTORNOS
Já se sentiu bem emocionalmente e ainda assim desmotivado?
As dificuldades aparecem mesmo quando tudo está “certo” externamente?
Consegue identificar períodos de funcionamento emocional melhor no passado?
As dificuldades sociais surgiram depois da queda do humor?
11. HISTÓRICO DE TRATAMENTO
Já fez psicoterapia antes?
Já usou medicação psiquiátrica?
Qual?
Houve melhora?
Houve abandono de tratamento? Por quê?
12. AVALIAÇÃO DE RISCO (ESSENCIAL)
Já pensou que a vida não vale a pena?
Já desejou “não acordar”?
Já teve pensamentos de morte?
Já pensou em se machucar?
Alguma tentativa prévia?
⚠️ Respostas positivas exigem manejo clínico imediato e encaminhamento.
13. IMPACTO FUNCIONAL
O humor afeta:
Trabalho
Estudos
Relacionamentos
Autocuidado
Em que grau (leve / moderado / grave)?
14. OBSERVAÇÕES CLÍNICAS DO PSICÓLOGO
(afeto, lentificação, discurso, postura, congruência emocional)
CRITÉRIOS CLÍNICOS SUGESTIVOS DE DISTIMIA
✔ Humor deprimido crônico
✔ Duração ≥ 2 anos
✔ Baixa autoestima persistente
✔ Pessimismo
✔ Funcionamento preservado, porém empobrecido
✔ Sofrimento contínuo e silencioso
ENCAMINHAMENTO INDICADO
Psiquiatra (avaliação medicamentosa)
Médico clínico (se necessário)
Manutenção da psicoterapia

