Autismo ou Distimia? Como Diferenciar na Prática Clínica

O que é Autismo (TEA – Transtorno do Espectro Autista)

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento.
Isso significa que ele nasce com a pessoa e se manifesta desde a infância, mesmo que só seja identificado mais tarde.

Principais características

  • Dificuldades na comunicação social (entender ironias, sutilezas, regras implícitas)

  • Dificuldade em interações sociais (fazer e manter amizades)

  • Interesses restritos ou muito intensos

  • Padrões repetitivos de comportamento

  • Sensibilidade sensorial (barulho, luz, toque, cheiros)

  • Forma diferente de perceber o mundo

Pontos importantes

  • Não é uma doença

  • Não é causado por trauma ou ambiente

  • Não “aparece” na vida adulta — pode ser diagnosticado tarde, mas sempre esteve ali

  • A inteligência pode variar muito (do nível intelectual alto ao comprometido)


O que é Distimia (Transtorno Depressivo Persistente)

A distimia é um transtorno de humor, uma forma de depressão crônica, mais leve que a depressão maior, mas duradoura.

Principais características

  • Humor triste ou “baixo” na maior parte do tempo

  • Falta de prazer nas coisas

  • Cansaço constante

  • Baixa autoestima

  • Pessimismo

  • Sensação de que a vida é sempre pesada

  • Duração mínima de 2 anos em adultos

Pontos importantes

  • Pode começar na adolescência ou vida adulta

  • Está relacionada a fatores biológicos, psicológicos e ambientais

  • Tem tratamento e pode entrar em remissão

  • A pessoa lembra de períodos em que se sentia melhor (ou deveria se sentir)


Diferenças centrais entre Autismo e Distimia

Aspecto Autismo Distimia
Natureza Neurodesenvolvimento Transtorno de humor
Início Infância Adolescência ou vida adulta
Causa Neurobiológica Multifatorial
Emoção principal Não é tristeza Tristeza crônica
Comunicação social Dificuldade estrutural Preservada
Curso Permanente Pode melhorar com tratamento
Tratamento Apoio psicoterapêutico, adaptações Psicoterapia + medicação

Onde as pessoas confundem

Algumas pessoas autistas podem:

  • Ficar isoladas

  • Parecer “frias” ou desanimadas

  • Ter poucas relações sociais

  • Sentir-se deslocadas

Isso pode parecer distimia, mas a origem é outra.

👉 Já uma pessoa com distimia sabe se relacionar, mas não tem energia emocional ou motivação.


Dá para ter os dois?

Sim.
E isso é mais comum do que se imagina.

Pessoas autistas, principalmente adultos não diagnosticados, podem desenvolver distimia secundária, por:

  • Frustração social constante

  • Sentimento de inadequação

  • Histórico de rejeição

  • Mascaramento social (masking)


Diferença prática na clínica

  • Autismo → trabalho de compreensão do funcionamento, adaptação, psicoeducação e aceitação

  • Distimia → foco em humor, pensamentos automáticos, autoestima e regulação emocional

Confundir os dois pode levar a tratamentos ineficazes.


Um exemplo clínico simples

🔹 Autismo:
“Eu nunca entendi bem as pessoas, sempre foi assim, desde criança.”

🔹 Distimia:
“Antes eu conseguia sentir prazer, hoje parece que nada mais anima.”

Primeiro princípio clínico (antes de qualquer pergunta)

O psicólogo precisa responder internamente a três eixos:

  1. Desde quando isso existe?

  2. Isso é traço ou estado?

  3. Isso é estrutural ou reativo?

Essas três perguntas guiam tudo.


Perguntas-chave para investigar AUTISMO (TEA)

O foco é história de desenvolvimento e padrões estáveis ao longo da vida.

1. História infantil (essencial)

  • “Como você era quando criança em relação a outras crianças?”

  • “Tinha facilidade ou dificuldade para fazer amigos?”

  • “Preferia brincar sozinho ou acompanhado?”

  • “Alguém já comentou que você parecia ‘no seu mundo’?”

  • “Você lembra de interesses muito intensos ou específicos?”

⚠️ Se não há sinais na infância, autismo se torna improvável.


2. Comunicação social

  • “Você costuma entender ironias e indiretas facilmente?”

  • “Já disseram que você fala de forma muito direta ou literal?”

  • “Você percebe quando alguém está entediado ou desconfortável?”

  • “É fácil manter conversas espontâneas?”

No TEA, essas dificuldades são constantes, não dependem do humor.


3. Padrões repetitivos e rigidez

  • “Mudanças inesperadas te incomodam muito?”

  • “Você precisa de rotina para se sentir bem?”

  • “Tem hábitos ou rituais que, se interrompidos, causam angústia?”

  • “Você se sente desconfortável quando algo foge do planejado?”


4. Sensibilidade sensorial

  • “Barulhos, luzes ou cheiros te incomodam mais do que às outras pessoas?”

  • “Você evita certos tecidos, sons ou ambientes?”

  • “Já sentiu sobrecarga sensorial em locais cheios?”


5. Autopercepção

  • “Você sente que sempre foi diferente das outras pessoas?”

  • “Essa sensação existe desde quando você se lembra?”


Perguntas-chave para investigar DISTIMIA (Transtorno Depressivo Persistente)

Aqui o foco é humor, energia e visão de si e do mundo.


1. Humor basal

  • “Como você descreveria seu humor na maior parte dos dias?”

  • “Você se sente triste ou desanimado com frequência?”

  • “Isso acontece há quanto tempo?”

⏳ Duração mínima: 2 anos em adultos.


2. Prazer e interesse

  • “Coisas que antes te davam prazer ainda fazem sentido?”

  • “Você sente dificuldade em se animar, mesmo com coisas boas?”


3. Energia e vitalidade

  • “Como está sua energia no dia a dia?”

  • “Você se sente cansado mesmo sem esforço físico?”


4. Autoestima e autocrítica

  • “Como você se enxerga como pessoa?”

  • “Costuma se criticar muito?”

  • “Você sente que não é bom o suficiente?”

Distimia costuma vir com autocrítica crônica.


5. Esperança e futuro

  • “Como você imagina o futuro?”

  • “Você sente esperança de que as coisas melhorem?”

  • “Ou sente que a vida sempre foi e sempre será difícil?”


6. Oscilação ao longo da vida

  • “Já houve períodos em que você se sentiu melhor?”

  • “O que mudou de lá para cá?”

Se houve períodos claros de bem-estar, isso afasta TEA e favorece distimia.


Perguntas cruciais para o DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Essas são as perguntas que fazem a diferença real:

  • “Essas dificuldades existiam quando você estava emocionalmente bem?”

  • “Quando o humor melhora, suas dificuldades sociais também melhoram?”

  • “Você sente que não entende as pessoas ou que não tem energia para lidar com elas?”

  • “Você evita pessoas por confusão social ou por desânimo?”


Sinais clínicos que ajudam a diferenciar

🔹 Autismo

  • Relato consistente desde a infância

  • Dificuldades sociais mesmo sem tristeza

  • Pouca variação ao longo do tempo

  • Sofrimento por inadequação, não por desesperança

🔹 Distimia

  • Início identificável

  • Piora progressiva

  • Autocrítica intensa

  • Sensação de vazio e cansaço emocional


Instrumentos que podem auxiliar (mas não substituem a clínica)

  • Para TEA:
    ADOS-2, RAADS-R, AQ, entrevistas de desenvolvimento

  • Para Distimia:
    BDI-II, PHQ-9, entrevista clínica estruturada


Frase que costuma diferenciar na clínica

TEA: “Eu não entendo as pessoas.”
Distimia: “Eu até entendo, mas não tenho força para lidar.”

Essa é uma pergunta ética, técnica e fundamental.
A resposta correta depende da hipótese clínica levantada pelo psicólogo.

Vou organizar de forma clara, prática e alinhada à realidade do consultório.


Quando a hipótese é AUTISMO (TEA)

Profissionais para encaminhamento

🔹 Psiquiatra

  • Para confirmação diagnóstica médica

  • Avaliação de comorbidades (ansiedade, TDAH, depressão)

  • Prescrição medicamentosa, se necessária

🔹 Neurologista (especialmente em adultos com dúvidas diagnósticas)

  • Avaliação neurofuncional

  • Exclusão de outras condições neurológicas

  • Muito útil quando o diagnóstico é tardio

🔹 Neuropsicólogo

  • Avaliação neuropsicológica formal

  • Perfil cognitivo, funções executivas e sociais

  • Apoia o diagnóstico diferencial e adaptações

🔹 Fonoaudiólogo (quando indicado)

  • Comunicação pragmática

  • Linguagem social

  • Processamento auditivo

🔹 Terapeuta Ocupacional

  • Sensibilidade sensorial

  • Organização da rotina

  • Autonomia e regulação

👉 O psicólogo permanece como profissional central, articulando a rede.


Quando a hipótese é DISTIMIA

Profissionais para encaminhamento

🔹 Psiquiatra

  • Avaliação para uso de antidepressivos

  • Ajuste medicamentoso

  • Diagnóstico médico formal (CID / DSM)

🔹 Médico clínico ou endocrinologista (quando necessário)

  • Excluir causas orgânicas: anemia, hipotireoidismo, deficiência de vitaminas

👉 Na distimia, muitas vezes psicoterapia + psiquiatria é o melhor caminho.


Quando há SUSPEITA DE AUTISMO + DISTIMIA

Esse cenário é muito comum em adultos.

Encaminhamento ideal

  • Psiquiatra (obrigatório)

  • Neuropsicólogo

  • Manter psicoterapia contínua

⚠️ Aqui o risco é tratar só o humor e ignorar o funcionamento autístico — o que gera frustração terapêutica.


O que NÃO é adequado

❌ Encaminhar direto sem escuta clínica aprofundada
❌ Fechar diagnóstico em uma única sessão
❌ Tratar distimia sem investigar TEA quando há sinais desde a infância
❌ Medicalizar dificuldades sociais que são estruturais


Frase orientadora para o psicólogo

Traço estrutural → equipe multidisciplinar
Estado emocional → psiquiatria + psicoterapia


Resumo rápido

Hipótese Encaminhar para
Autismo Psiquiatra, Neurologista, Neuropsicólogo
Distimia Psiquiatra
Ambos Psiquiatra + Neuropsicólogo
Questões sensoriais Terapeuta Ocupacional
Comunicação social Fonoaudiólogo

QUESTIONÁRIO DE ANAMNESE – INVESTIGAÇÃO DE AUTISMO (TEA)

1. IDENTIFICAÇÃO

  • Nome:

  • Idade:

  • Escolaridade:

  • Profissão/ocupação:

  • Motivo da procura:

  • Quem sugeriu a avaliação? ( ) Próprio paciente ( ) Família ( ) Profissional


2. HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO (EIXO CENTRAL)

Primeira infância (0–6 anos)

  1. Como era o comportamento social na infância?

    • ( ) Preferia brincar sozinho

    • ( ) Brincava em grupo sem dificuldades

    • ( ) Dificuldade em dividir brinquedos

  2. Houve atraso na fala ou linguagem diferente do esperado?

  3. A criança respondia quando era chamada pelo nome?

  4. Demonstrava interesse espontâneo por outras crianças?

  5. Fazia contato visual com frequência?

  6. Houve comportamentos repetitivos (balançar, alinhar objetos, girar coisas)?

  7. Existiam interesses muito específicos ou intensos?


3. RELAÇÕES SOCIAIS AO LONGO DA VIDA

  1. Sempre teve dificuldade em fazer amigos?

  2. Prefere relações individuais a grupos?

  3. Sente dificuldade em manter conversas informais?

  4. Já recebeu feedback de ser:

    • ( ) Muito direto

    • ( ) Frio

    • ( ) Literal

    • ( ) Estranho socialmente

  5. Consegue perceber facilmente ironias, sarcasmo e indiretas?

  6. Costuma ensaiar mentalmente conversas antes de interações sociais?


4. COMUNICAÇÃO E PRAGMÁTICA SOCIAL

  1. Tem dificuldade em iniciar conversas?

  2. Fala muito sobre assuntos de interesse pessoal, mesmo sem retorno do outro?

  3. Percebe quando o interlocutor está entediado ou desconfortável?

  4. Costuma interpretar falas de forma literal?

  5. Já foi mal interpretado por dizer “a verdade” de forma direta?


5. PADRÕES REPETITIVOS E RIGIDEZ COGNITIVA

  1. Mudanças inesperadas causam desconforto intenso?

  2. Precisa de rotina para se sentir seguro?

  3. Fica angustiado quando planos mudam?

  4. Tem rituais diários que não gosta que sejam interrompidos?

  5. Sente dificuldade em flexibilizar regras ou pontos de vista?


6. INTERESSES ESPECÍFICOS

  1. Possui interesses muito intensos ou profundos em temas específicos?

  2. Esses interesses:

    • ( ) Duram anos

    • ( ) Consomem muito tempo

    • ( ) São mais importantes que relações sociais

  3. Já foi chamado de “obsessivo” por conta desses interesses?


7. PROCESSAMENTO SENSORIAL

  1. Sons altos incomodam mais do que às outras pessoas?

  2. Luz forte, cheiros ou texturas causam desconforto?

  3. Evita ambientes muito cheios?

  4. Já sentiu sobrecarga sensorial (cansaço extremo após estímulos)?

  5. Tem seletividade alimentar relacionada a textura ou cheiro?


8. REGULAÇÃO EMOCIONAL

  1. Tem dificuldade em identificar ou nomear emoções?

  2. Explosões emocionais ocorrem após sobrecarga?

  3. Costuma “segurar” emoções e depois entrar em colapso?

  4. Prefere se isolar quando está emocionalmente sobrecarregado?


9. MASKING (CAMUFLAGEM SOCIAL) – MUITO IMPORTANTE EM ADULTOS

  1. Você sente que precisa “atuar” socialmente?

  2. Imita comportamentos sociais para se encaixar?

  3. Sente exaustão após interações sociais?

  4. As pessoas dizem que você parece “normal”, mas por dentro se sente esgotado?


10. HISTÓRICO FAMILIAR

  1. Há familiares com:

    • Autismo

    • TDAH

    • Transtornos de ansiedade

    • Dificuldades sociais marcantes

  2. Algum familiar com interesses muito restritos ou rigidez excessiva?


11. SOFRIMENTO PSÍQUICO ASSOCIADO (DIFERENCIAL)

  1. O sofrimento vem de:

    • ( ) Não entender as pessoas

    • ( ) Não conseguir se adaptar socialmente

    • ( ) Tristeza persistente

  2. Já houve períodos longos de humor estável sem dificuldades sociais?

  3. As dificuldades sociais existiam mesmo quando o humor estava bom?


12. AUTOIDENTIFICAÇÃO

  1. Você sente que sempre foi “diferente”?

  2. Desde quando tem essa sensação?

  3. O que mais causa sofrimento atualmente?


13. OBSERVAÇÕES CLÍNICAS DO PSICÓLOGO

(Espaço para linguagem não verbal, contato visual, pragmática, rigidez, literalidade, etc.)


CRITÉRIOS DE ALERTA PARA TEA

✔ Presença desde a infância
✔ Dificuldades sociais estruturais
✔ Rigidez cognitiva
✔ Sensibilidade sensorial
✔ Masking significativo
✔ Sofrimento por inadequação, não apenas por tristeza


ENCAMINHAMENTOS SUGERIDOS (SE INDICADO)

  • Psiquiatra

  • Neuropsicólogo

  • Neurologista

  • Terapeuta Ocupacional

  • Fonoaudiólogo

  • QUESTIONÁRIO DE ANAMNESE – INVESTIGAÇÃO DE DISTIMIA

    (Transtorno Depressivo Persistente – DSM-5-TR)

    1. IDENTIFICAÇÃO

    • Nome:

    • Idade:

    • Escolaridade:

    • Profissão/ocupação:

    • Estado civil:

    • Motivo da procura:


    2. QUEIXA PRINCIPAL E CURSO DO HUMOR

    1. Como você descreveria seu humor na maior parte dos dias?

      • ( ) Triste

      • ( ) Desanimado

      • ( ) Irritado

      • ( ) “Tanto faz”

    2. Esse estado emocional dura há quanto tempo?

    3. Houve algum período de mais de 2 meses nos últimos 2 anos em que se sentiu bem?

    4. Você sente que esse humor é “parte de quem você é” ou algo que mudou ao longo da vida?


    3. INÍCIO E FATORES DESENCADEANTES

    1. Quando você percebeu esse estado pela primeira vez?

    2. Houve eventos marcantes próximos ao início?
      (perdas, mudanças, adoecimento, traumas, sobrecarga)

    3. Esse humor apareceu de forma gradual ou abrupta?


    4. PRAZER, INTERESSE E MOTIVAÇÃO (ANEDONIA)

    1. Atividades que antes davam prazer ainda fazem sentido?

    2. Você se sente emocionalmente “embotado”?

    3. Precisa se forçar para fazer coisas simples?

    4. Com que frequência sente vontade genuína de fazer algo?


    5. ENERGIA E FUNCIONAMENTO DIÁRIO

    1. Como está seu nível de energia?

      • ( ) Baixo

      • ( ) Muito baixo

      • ( ) Oscilante

    2. Sente cansaço mesmo sem esforço físico?

    3. Tarefas do dia a dia parecem mais pesadas do que antes?

    4. A produtividade caiu ao longo do tempo?


    6. AUTOESTIMA E AUTOIMAGEM

    1. Como você se descreve como pessoa?

    2. Costuma se criticar com frequência?

    3. Sente que não é bom o suficiente?

    4. Compara-se negativamente com os outros?

    5. Tem dificuldade em reconhecer conquistas?


    7. PADRÃO DE PENSAMENTO (COGNIÇÕES DEPRESSIVAS)

    1. Costuma pensar que:

      • “Nada vai mudar”

      • “Sempre foi assim”

      • “Não adianta tentar”

    2. Enxerga o futuro com:

      • ( ) Esperança

      • ( ) Indiferença

      • ( ) Pessimismo

    3. Sente culpa excessiva por coisas pequenas?


    8. SONO E APETITE

    1. Como está seu sono?

      • ( ) Insônia

      • ( ) Sono excessivo

      • ( ) Sono não reparador

    2. Mudanças no apetite?

      • ( ) Aumento

      • ( ) Redução

      • ( ) Sem mudanças

    3. Essas alterações persistem há quanto tempo?


    9. RELACIONAMENTOS E VIDA SOCIAL

    1. Você se afastou socialmente ao longo do tempo?

    2. Evita pessoas por:

      • ( ) Falta de energia

      • ( ) Desinteresse

      • ( ) Irritabilidade

    3. Consegue manter vínculos, mesmo com esforço?

    4. As pessoas dizem que você “mudou”?


    10. DIFERENCIAL COM OUTROS TRANSTORNOS

    1. Já se sentiu bem emocionalmente e ainda assim desmotivado?

    2. As dificuldades aparecem mesmo quando tudo está “certo” externamente?

    3. Consegue identificar períodos de funcionamento emocional melhor no passado?

    4. As dificuldades sociais surgiram depois da queda do humor?


    11. HISTÓRICO DE TRATAMENTO

    1. Já fez psicoterapia antes?

    2. Já usou medicação psiquiátrica?

      • Qual?

      • Houve melhora?

    3. Houve abandono de tratamento? Por quê?


    12. AVALIAÇÃO DE RISCO (ESSENCIAL)

    1. Já pensou que a vida não vale a pena?

    2. Já desejou “não acordar”?

    3. Já teve pensamentos de morte?

    4. Já pensou em se machucar?

    5. Alguma tentativa prévia?

    ⚠️ Respostas positivas exigem manejo clínico imediato e encaminhamento.


    13. IMPACTO FUNCIONAL

    1. O humor afeta:

      • Trabalho

      • Estudos

      • Relacionamentos

      • Autocuidado

    2. Em que grau (leve / moderado / grave)?


    14. OBSERVAÇÕES CLÍNICAS DO PSICÓLOGO

    (afeto, lentificação, discurso, postura, congruência emocional)


    CRITÉRIOS CLÍNICOS SUGESTIVOS DE DISTIMIA

    ✔ Humor deprimido crônico
    ✔ Duração ≥ 2 anos
    ✔ Baixa autoestima persistente
    ✔ Pessimismo
    ✔ Funcionamento preservado, porém empobrecido
    ✔ Sofrimento contínuo e silencioso


    ENCAMINHAMENTO INDICADO

    • Psiquiatra (avaliação medicamentosa)

    • Médico clínico (se necessário)

    • Manutenção da psicoterapia

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